[Salas de Cinema] Acompanhante Perfeita

Atualizado: 7 de fev. de 2025

Direção: Drew Hancock

#WarnerBrosFilms

O conto da mulher "feita para casar", obediente, discreta e Do Lar. Tanto o cinema quanto o teatro e a literatura já representaram contos de opressão feminina, da antiguidade até os tempos contemporâneos mas a ficção especulativa deu uma guinada interessante, em especial com autores como Ursula Le Guin, Phillip K Dick e Octávia Butler que, quer fossem alienígenas, andróides ou fantasmas, retrataram personagens sendo despidas das suas memórias, desejos, lembranças, aspirações, subjetividades e identidades.

Acompanhante Perfeita honra essa tradição, se tratando de uma obra feita para o público de massa mas que pode provocar também alguma reflexão partindo do entretenimento cultural que (também o é) o cinema. A premissa é simples: boy meets girl e o desafio desse recém formado casal, Josh (o nepobaby Jack Quaid) e Iris (Sophie Tatcher) é passar um final de semana com os amigos Dele em uma casa idílica e luxuosa, afastada da cidade.

O que se segue é uma trama que obedece as convenções do gênero de suspense, ficção científica e nuances de thriller psicológico. Iris é envolvida pelo namorado e Kat (Megan Suri), numa trama de assassinato - o alvo sendo o peguete da amiga de Jack, o magnata Sergey (Rupert Friend), que acaba sendo atropelada, contando ainda com a intromissão do casal Eli (Harvey Guillén) e Patrick (Lukas Gage).

Claro que a motivação é o dinheiro, em meio a essa situação conflituosa, a descoberta de que Iris é um produto: uma androide ou pessoa sintética com IA avançada. Acompanhante Perfeita assim introduz o conceito de robôs de suporte emocional - já largamente explorado na ficção especulativa e no cinema - como acompanhantes de luxo, companheiros perfeitos, os “fodabots”. Ecoando a questão da consciência dos robôs (andróides) nos filmes Blade Runner, que são usados por séculos pelos humanos e se cansam disso, rejeitando a submissão em busca de liberdade e autonomia.

E a ambição desmedida do covarde e fraco Jack vai livrando Iris de uma programação ou Síndrome de Estocolmo numa análise mais sociológica ou ainda, uma tentativa de trazer para o audiovisual uma discussão sobre os limites da IA que envolve opiniões opostas e uma disputa acirrada no mundo real. O suporte teórico? a Teoria das Espécies de Donna Haraway.

Comentários

Escreva um comentário

Conteúdo recomendado
92m.com — Saque PIX em 4 minutos, sem burocracia
Plataforma completa · Brasil
800+ jogos de cassino e apostas esportivas
Mais de 800 jogos de cassino, apostas esportivas ao vivo e crash games em uma só conta, com saque PIX em minutos e suporte 24 horas por dia.
Jogos: Cassino ao vivo, slots, crash games, apostas esportivas · Bônus: Bônus de boas-vindas no primeiro depósito para cassino e esportes
35m.com — Bônus de boas-vindas até R$500 no 35m.com
Onde cada aposta vira emoção de verdade
Saque via Pix em minutos no 35m.com
Cadastre-se grátis no 35m.com e aproveite um bônus de boas-vindas de até R$500, com mais de 1.200 jogos e saque via Pix em minutos.
Jogos: Caça-níqueis, cassino ao vivo, apostas esportivas e crash games · Bônus: Bônus de boas-vindas até R$500